11 de maio de 2018

A voz das mulheres nos estádios.




  “Estádio não é lugar de mulher”, “Mulher não entende de futebol”, “Sabe o que é impedimento?” Essas são algumas das várias frases preconceituosas que ouvimos de alguns homens nos estádios, de amigos, de namorados e até de mulheres, além de levarmos olhadas e risos por gritar, torcer, demonstrar o amor que sentimos por nosso clube.

    No século XX, o futebol, assim como em outras modalidades esportivas - além de outras conquistas sociais - proporcionou a nós mulheres, uma maior participação em espaços esportivos, anteriormente caracterizado por ser exclusivamente masculino. Apesar das várias conquistas das mulheres no século passado – direitos civis, políticos e sociais - hoje, ainda ouvimos frases e atitudes machistas.



   Contextualizando o assunto “participação feminina em eventos esportivos”, principalmente o futebol, pesquisas recentes apontam que ainda temos que avançar no assunto. Na Arábia Saudita, as mulheres só tiveram permissão para assistir a jogos nos estádios no começo deste ano, 2018. No Brasil, apesar do futebol ainda ser o mais popular, está sofrendo uma queda no interesse e na frequência aos estádios, segundo à pesquisa do Datafolha feita em janeiro de 2018, com 2.826 pessoas em 174 municípios: 12% das mulheres entrevistada tem um grande interesse por futebol, 21% tem médio interesse, 10% tem pequeno interesse e 56% não tem interesse nenhum.

   Fazendo um comparativo entre homens e mulheres, conclui-se que há uma diferença significativa: 42% dos homens entrevistados tem um grande interesse, 25% tem médio interesse, 10% tem pequeno interesse e 24% não tem nenhum interesse. Analisando a última pesquisa relacionada a esse assunto realizada em abril de 2010, no total – Homens e Mulheres – observou-se um decréscimo no “grande interesse” de 32% para 26% e teve um aumento no “não tem interesse “de 31% para 41%.

   Já a frequência nos estádios, no total, 20% dos entrevistados vão aos estádios, desses, 12% são mulheres e 29% são homens, entretanto 80% dos entrevistados não vão ao estádio. A queda do percentual de pessoas que frequentam os estádios deve ser por vários fatores, desde a questão financeira, assim como, a violência nos estádios.



   Com os atuais acontecimentos machistas e preconceituosos contra as mulheres no futebol alencarino – xingamentos contra repórter feminina, assédio sexual em estádios - nós mulheres não podemos nos abater diante dessas ofensas e devemos afirmar: Estádio é lugar para mulher sim! Assim como em outras praças esportivas, nós mulheres podemos entender e falar sobre futebol sim! Estamos, temos e vamos quebrar as barreiras do machismo no futebol e em qualquer outro lugar. Para concluir, lhes deixo um pensamento de Simone de Beavouir, escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista política e feminista. “Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”.


#FelizDiaDasMães

Fotos: Divulgação/Fortaleza
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