A voz das mulheres nos estádios.
“Estádio
não é lugar de mulher”, “Mulher não entende de futebol”, “Sabe o que é
impedimento?” Essas são algumas das várias frases preconceituosas que ouvimos
de alguns homens nos estádios, de amigos, de namorados e até de mulheres, além
de levarmos olhadas e risos por gritar, torcer, demonstrar o amor que sentimos
por nosso clube.
Contextualizando
o assunto “participação feminina em eventos esportivos”, principalmente o
futebol, pesquisas recentes apontam que ainda temos que avançar no assunto. Na Arábia
Saudita, as mulheres só tiveram permissão para assistir a jogos nos estádios no
começo deste ano, 2018. No Brasil, apesar do futebol ainda ser o mais popular,
está sofrendo uma queda no interesse e na frequência aos estádios, segundo à
pesquisa do Datafolha feita em janeiro de 2018, com 2.826 pessoas em 174
municípios: 12% das mulheres entrevistada tem um grande interesse por futebol,
21% tem médio interesse, 10% tem pequeno interesse e 56% não tem interesse
nenhum.
Fazendo
um comparativo entre homens e mulheres, conclui-se que há uma diferença significativa:
42% dos homens entrevistados tem um grande interesse, 25% tem médio interesse,
10% tem pequeno interesse e 24% não tem nenhum interesse. Analisando a última
pesquisa relacionada a esse assunto realizada em abril de 2010, no total –
Homens e Mulheres – observou-se um decréscimo no “grande interesse” de 32% para
26% e teve um aumento no “não tem interesse “de 31% para 41%.
Já a
frequência nos estádios, no total, 20% dos entrevistados vão aos estádios,
desses, 12% são mulheres e 29% são homens, entretanto 80% dos entrevistados não
vão ao estádio. A queda do percentual de pessoas que frequentam os estádios
deve ser por vários fatores, desde a questão financeira, assim como, a
violência nos estádios.
Com
os atuais acontecimentos machistas e preconceituosos contra as mulheres no
futebol alencarino – xingamentos contra repórter feminina, assédio sexual em
estádios - nós mulheres não podemos nos abater diante dessas ofensas e devemos afirmar:
Estádio é lugar para mulher sim! Assim como em outras praças esportivas, nós
mulheres podemos entender e falar sobre futebol sim! Estamos, temos e vamos
quebrar as barreiras do machismo no futebol e em qualquer outro lugar. Para
concluir, lhes deixo um pensamento de Simone de Beavouir, escritora,
intelectual, filósofa existencialista, ativista política e feminista. “Que nada
nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”.
#FelizDiaDasMães
Fotos: Divulgação/Fortaleza


