Complexo de cornetagem
Criticar é um hábito comum dos brasileiros, porém muitas vezes não existe um entendimento político, econômico e etc. Agora futebol todo brasileiro entende, ou pelo menos pensa que entende!
Na maioria das equipes brasileiras quando o time ganha tudo é maravilha, quando o time perde tudo é angústia, todos são ruins. Nossa cultura é assim, lamentavelmente um treinador que perde três, quatro jogos, já é alvo de questionamentos, e na maioria das vezes perde o emprego.
Quando estudamos a história tricolor, percebemos que o clube de princípio era de elite, e a elite sempre foi e sempre será mais propícia a crítica. Será que esse complexo passou de geração a geração até os dias de hoje? Ou isso é apenas pelo momento recente de decepções?
Infelizmente no Fortaleza atual isso não tem sido diferente, o time foi campeão estadual, líder isolado da série C, jogando muito bem, entretanto mesmo assim várias críticas são feitas a diretores, comissão técnica e jogadores.
É claro que o nos últimos anos tivemos várias decepções, todavia não podemos jogar nas costas dessa atual gestão, falhas das passadas. Jogadores são diferentes e diretores também, não é justo fazer com que esses paguem a conta do passado.
Contra o América, ficou evidente esse complexo de cornetar, o time venceu, jogou muito bem, porém muitas críticas foram feitas ao treinador Marcelo Chamusca, à quase todos jogadores e principalmente para o presidente Jorge Mota, pedindo mais contratações e etc.
Talvez o acesso chegue para acabar com isso, ou talvez isso esteja realmente encarnado desde do começo de nossa história. De um jeito ou de outro, é bom que esse nosso complexo tenha um fim, de preferência logo.