18 de setembro de 2012

Longe da civilidade

Fortaleza será responsabilizado pelos danos causados ao estádio. Autores ainda não foram identificados Bombas de fabricação caseira arremessadas para atingir semelhantes; agressões nos arredores do estádio; furtos, desacatos à autoridade; porte de drogas. Essa é a realidade do lado sujo que nada tem a ver com o belo espetáculo de futebol protagonizado pelo Fortaleza ao vencer o Paysandu por 3 a 1, domingo, no PV. O lado execrável do futebol possibilitou que uma bomba de fabricação caseira fosse jogada por um torcedor do Tricolor contra a torcida visitante, 40 minutos antes de a partida ter início. O artefato explodiu contra o vidro que circunda o campo de jogo, trincando a estrutura. Uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra a torcida do Papão, 40 minutos antes de a partida iniciar. O artefato trincou o vidro que circunda o campo Antes dessa bomba, um carro de TV foi danificado por desordeiros na entrada do estádio e um cinegrafista foi assaltado na Rua Costa e Sousa, à luz do dia. No intervalo, outra bomba de igual teor explosivo foi lançada para dentro do campo, mas ninguém foi atingido. Prejuízos Os atos de vandalismo passaram impunes, pois seus autores não foram identificados, mas deixaram grandes prejuízos. PMs tiveram trabalho para separar os torcedores que praticaram atitudes violentas, inclusive o arremesso de bombas caseiras contra os visitantes. Rivalidade entre as duas torcidas prenunciava os riscos do jogo FOTO: MARÍLIA CAMELO A lâmina de vidro precisará ser substituída. Para completar, a administração do estádio pediu ontem uma perícia da Polícia Civil, para se documentar e cobrar dos responsáveis os danos causados pelas bombas. O administrador do estádio, César Bastos, fez ontem o levantamento de 93 cadeiras quebradas e repassou os dados obtidos para o titular da Secretaria de Esporte e Lazer do Município (Secel), Nildo Sobral. E os prejuízos não ficaram somente por aí. Membros de torcidas uniformizadas danificaram uma câmera da arquibancada, para evitar que fossem filmados. Nildo vai repassar a cobrança para as torcidas uniformizadas e para a diretoria do Fortaleza. "Não quero falar em valores porque na outra vez que falei fui mal interpretado. Mas vou me reunir com o pessoal da torcida e com o Fortaleza, que terão de assumir", disse Nildo. Aguardando O advogado do Fortaleza, Daniel de Paula Pessoa, disse que se ficar comprovado que foi a torcida do Fortaleza que arremessou a bomba, o clube pagará a lâmina de vidro, mas disse que as cadeiras quebradas devem fazer parte de um termo de ajuste de conduta entre a administração do PV e as uniformizadas. "Nós acompanhamos a identificação do torcedor que jogou o chinelo para dentro do campo e fazemos agora um apelo: estamos prestes a disputar o mata-mata da Série C e poderemos ser prejudicados por atitudes como essa", alertou. SAIBA MAIS Destruição recorde Ao todo, 93 cadeiras foram destruídas no PV, no jogo Fortaleza 3x1 Paysandu, domingo passado. O número é um recorde negativo neste ano. No clássico entre Ceará e Fortaleza, no dia 25 de março, também no PV, haviam sido quebradas 35 cadeiras. Na decisão do campeonato, dia 13 de maio, outras 72 foram danificadas Desrespeito à imprensa Ainda por ocasião da partida Fortaleza x Paysandu, uma equipe de TV teve seu carro quase todo danificado pela agressão de vândalos nas ruas que circundam o PV. Mesmo diante das câmeras, os desordeiros perpetraram a ação. Um cinegrafista foi agredido e teve seus pertences furtados
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